Comece a sentir-se melhor hoje!
Conecte-se com seu terapeuta hoje e assuma o controle de sua vida, assim como nossos 850.000 clientes satisfeitos.
Começar- O Que É Terapia Assistida por Animais?
- Como Ter um Animal de Estimação Afeta a Nossa Psicologia?
- O Vínculo Entre Humanos e Animais: Uma Amizade Evolutiva
- Como o Amor Excessivo por Animais É Avaliado Psicologicamente?
- O Amor Pelos Animais e a Resiliência Psicológica
- Ter um Animal de Estimação Reduz o Stress e a Ansiedade?
- A Importância do Amor pelos Animais para as Crianças
- Como São Utilizados os Animais Terapêuticos na Psicologia?
- Passar Tempo com Animais Pode Reduzir a Sensação de Solidão?
Os animais não são apenas parte da natureza; eles são como curadores silenciosos dos nossos corações e espelhos das nossas almas. À medida que a complexidade da vida moderna, as relações superficiais no mundo digital e um ritmo incessante isolam cada vez mais as pessoas, o olhar leal, o afeto sincero e a aceitação sem julgamentos de um animal lembram-nos da paz interior. Pesquisas contemporâneas mostram que o vínculo entre humanos e animais não é apenas uma proximidade emocional, mas também uma fonte de cura psicológica.1 Por esse motivo, o amor pelos animais é um poderoso recurso terapêutico que nutre o equilíbrio mental, a autocompaixão e a satisfação com a vida.
O Que É Terapia Assistida por Animais?
A terapia assistida por animais é uma abordagem terapêutica com base científica que apoia a cura psicológica e física.2 Nesta forma de terapia, podem estar envolvidos cães, cavalos, gatos, pássaros e até coelhos. Os efeitos calmantes e reguladores dos animais foram cientificamente comprovados, especialmente para indivíduos que sofrem de depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista e transtorno de stress pós-traumático (TEPT).
Por exemplo, o contacto regular com um cão de terapia aumenta a libertação de oxitocina, ao mesmo tempo que reduz as hormonas do stress, como o cortisol. Isto diminui a frequência cardíaca, reduz a tensão muscular e reforça a sensação de segurança e confiança.2 A terapia assistida por animais é utilizada não só em contextos clínicos, mas também amplamente em hospitais, lares de idosos e escolas.
Como Ter um Animal de Estimação Afeta a Nossa Psicologia?
Formar uma relação com um animal de estimação em casa desempenha um papel importante no equilíbrio emocional e na resiliência psicológica. Seja um gato, cão, pássaro ou peixe, assumir a responsabilidade por outro ser vivo promove um sentimento de responsabilidade e fortalece o sentido de propósito.
Pesquisas mostram que donos de animais de estimação tendem a ter níveis mais baixos de stress e uma maior perceção de apoio social.3 Especialmente para indivíduos que vivem sozinhos, os animais servem como um meio de conexão que reduz o isolamento social. O amor de um cão que olha nos seus olhos quando sai de casa pela manhã ou a presença de um gato que o cumprimenta quando volta à noite podem preencher lacunas emocionais, enquanto proporcionam uma sensação de apoio social.
O Vínculo Entre Humanos e Animais: Uma Amizade Evolutiva
O vínculo entre humanos e animais é uma relação evolutiva que remonta a milhares de anos. O que inicialmente começou para caça e proteção evoluiu gradualmente para uma companhia emocional. Os mecanismos psicológicos subjacentes a este vínculo são confiança, lealdade e aceitação incondicional.5
Os animais permitem que os indivíduos se expressem sem julgamento. Especialmente em crianças, as interações com animais melhoram as habilidades sociais, aumentam a empatia e fortalecem o senso de responsabilidade.6 Da mesma forma, em adultos mais velhos, o vínculo com animais ajuda a reduzir a sensação de solidão e aumenta a satisfação com a vida.
Como o Amor Excessivo por Animais É Avaliado Psicologicamente?
Como qualquer forma de afeto, o amor excessivo por animais pode levar ao desequilíbrio psicológico quando excede certos limites. De uma perspetiva psicológica, o apego intenso a animais pode, por vezes, surgir como um mecanismo de defesa após solidão, perda ou trauma.
Por exemplo, indivíduos que evitam relações sociais podem direcionar toda a sua energia emocional para os animais, o que pode levá-los a afastar-se das interações humanas quotidianas. Nesses casos, o animal pode tornar-se um objeto de dependência que preenche um vazio emocional. Portanto, o amor pelos animais pode ser curativo quando mantido num nível saudável, mas pode transformar-se num mecanismo de evasão quando levado ao extremo.
O Amor Pelos Animais e a Resiliência Psicológica
Na psicologia, o amor pelos animais é visto não apenas como uma resposta emocional, mas também como uma fonte de resiliência. Indivíduos que interagem regularmente com animais tendem a apresentar níveis mais elevados de empatia, paciência e consciência emocional. Isso, por sua vez, melhora a sua capacidade de lidar com o stress.3
Além disso, o amor pelos animais oferece uma experiência de aceitação incondicional. Ao contrário das relações humanas, que muitas vezes envolvem julgamentos, expectativas ou desilusões, os laços formados com os animais são construídos inteiramente com base na aceitação "tal como você é". Isso fortalece a autoestima, aumenta a autocompaixão e apoia a resiliência psicológica.7
Ter um Animal de Estimação Reduz o Stress e a Ansiedade?
O stress e a ansiedade, desafios comuns da vida moderna, estão entre os fatores mais comuns que afetam negativamente o bem-estar mental. Pesquisas mostram que ter um animal de estimação proporciona não apenas apoio emocional, mas também relaxamento fisiológico.
A interação regular com animais de estimação reduz a frequência cardíaca e a pressão arterial, ao mesmo tempo que aumenta os níveis de serotonina e dopamina, frequentemente referidas como "hormonas da felicidade".1 Estudos longitudinais com donos de cães demonstraram que apenas 15 minutos diários de brincadeiras ou passeios podem reduzir significativamente os sintomas de stress.
Os animais de estimação ajudam as pessoas a desviar a atenção dos pensamentos negativos e a fortalecer a consciência de estar "aqui e agora". Esse efeito cria um equilíbrio psicológico semelhante às terapias de mindfulness e relaxamento. Acariciar um gato ou passear com um cão proporciona não só relaxamento físico, mas também tranquilidade mental.
Além disso, ter um animal de estimação pode reduzir a ansiedade social. Os animais de estimação atuam como pontes naturais que facilitam a interação social. Conversas casuais enquanto passeia com o cão no parque ou encontra outros donos no veterinário podem expandir inconscientemente a sua rede de apoio social, reduzindo a sensação de solidão e aumentando a autoconfiança.
O vínculo formado com um animal de estimação fortalece o sentimento de "amor incondicional". Isso ajuda as pessoas a aceitarem-se como são e, consequentemente, reduz os níveis de stress e ansiedade. Em suma, ter um animal de estimação não é apenas uma escolha de estilo de vida, mas uma forma natural de terapia que aumenta a resiliência emocional e reduz o stress e a ansiedade.
Na Hiwell, pode fazer vários testes psicológicos, como os de fobias, ansiedade, depressão e autoestima, conhecer os seus resultados e, em seguida, avaliá-los juntamente com o seu terapeuta.
A Importância do Amor pelos Animais para as Crianças
A infância é o período mais crítico para estabelecer as bases do desenvolvimento emocional e da empatia. Durante essa fase, o amor pelos animais não é apenas uma tendência emocional, mas também uma experiência de aprendizagem significativa que apoia o desenvolvimento do caráter, da responsabilidade e da compaixão.
Quando uma criança passa tempo com um animal, ela não está apenas a brincar; está a aprender sobre o ciclo da vida, a natureza incondicional do amor e o significado de cuidar de outro ser vivo. As crianças que participam no cuidado de um animal de estimação em casa desenvolvem um sentido de responsabilidade desde cedo, o que as ajuda a tornar-se indivíduos mais disciplinados, empáticos e equilibrados, tanto na vida académica como social, mais tarde.
O relacionamento com animais reduz o stress nas crianças, fortalece a autoconfiança e ameniza a sensação de solidão. Especialmente para crianças tímidas ou introvertidas, o vínculo com um animal de estimação melhora as habilidades de expressão emocional, pois os animais ouvem sem julgar e oferecem aceitação incondicional. Isso permite que as crianças se expressem com segurança e liberdade.6
Do ponto de vista da psicologia educacional, atividades que envolvem animais apoiam os processos de aprendizagem socioemocional. Os "programas de educação assistida por animais" implementados nas escolas fortalecem as habilidades das crianças em empatia, partilha, paciência e cooperação. Esses programas têm demonstrado aumentar a atenção, a motivação e as habilidades de comunicação, particularmente em alunos com necessidades especiais, como aqueles no espectro do autismo.
Em conclusão, a importância do amor pelos animais para as crianças vai além de um vínculo emocional. Os animais ensinam às crianças o valor da vida, a natureza incondicional do amor e a importância de assumir responsabilidades. Portanto, a interação saudável com animais desde cedo contribui para que as crianças se tornem indivíduos mais sensíveis, compassivos e psicologicamente resilientes.
Como São Utilizados os Animais Terapêuticos na Psicologia?
Os animais terapêuticos — tais como cães, cavalos, gatos ou coelhos — são animais especialmente treinados que apoiam a cura emocional na psicologia e na psiquiatria. Eles trabalham em conjunto com terapeutas profissionais para ajudar os indivíduos a lidar com dificuldades emocionais, tais como stress, ansiedade, depressão ou trauma.
Nas práticas de terapia com animais, o animal terapêutico não é uma "ferramenta de tratamento", mas uma ponte emocional. Ele ajuda a criar um ambiente de comunicação seguro entre o indivíduo e o terapeuta e facilita a abertura emocional. Especialmente em sessões com crianças, adolescentes e idosos, a presença de animais traz calor e sinceridade ao processo terapêutico.
Um dos animais terapêuticos mais comumente usados na psicologia é o cão de terapia. A sensibilidade intuitiva dos cães às emoções humanas torna-os fontes únicas de apoio. Por exemplo, em indivíduos com transtornos de ansiedade, as sessões envolvendo cães de terapia reduzem as respostas agudas ao stress e ajudam a regular a frequência cardíaca e a respiração, contribuindo para o relaxamento e uma maior abertura à terapia.8
Os cavalos são utilizados num método especializado conhecido como hipoterapia. A prática da equitação melhora o equilíbrio, a coordenação e a autoconfiança, ao mesmo tempo que aumenta a consciência emocional e a sensação de controlo interno. Por esse motivo, a hipoterapia é frequentemente preferida como terapia complementar para depressão, TEPT, distúrbios de défice de atenção e autismo.9
Estudos científicos mostram que intervenções que envolvem animais terapêuticos não só proporcionam alívio emocional, como também desencadeiam um processo de cura neurobiológica ao aumentar os níveis de oxitocina, endorfinas e dopamina. Como resultado, os indivíduos alcançam um maior equilíbrio tanto a nível mental como fisiológico.8
Em conclusão, os animais terapêuticos não são meros elementos de apoio na psicologia, mas participantes ativos na cura emocional. São terapeutas silenciosos que tornam possível a conexão emocional onde as palavras falham e tocam suavemente o mundo interior humano.
Passar Tempo com Animais Pode Reduzir a Sensação de Solidão?
A solidão é um dos desafios psicológicos mais invisíveis, mas generalizados, da era moderna. Num mundo em que as conexões nas redes sociais estão a aumentar, o enfraquecimento dos laços emocionais genuínos cria um vazio interior para muitas pessoas. Nesse ponto, passar tempo com animais torna-se uma forma natural e eficaz de combater a sensação de solidão.
Os animais oferecem aceitação incondicional, ao contrário dos humanos. Não há julgamento, expectativa ou competição nas interações com eles. Portanto, o tempo passado com um gato, cão ou pássaro fortalece a sensação de ser "compreendido" e "valorizado". Pesquisas psicológicas mostram que indivíduos que formam laços regularmente com animais de estimação têm índices de solidão significativamente mais baixos.4
Especialmente para idosos ou pessoas que vivem sozinhas, os animais são uma fonte de rotina e conexão emocional. Passear com o cão pela manhã, cuidar dele ao longo do dia ou passar tempo juntos à noite dá às pessoas um sentido de propósito, estrutura e pertença. Esses pequenos rituais ajudam a reduzir o isolamento social e apoiam o bem-estar mental.
Além disso, passar tempo com animais aumenta indiretamente a interação social. Encontros em parques para cães, conversas em clínicas veterinárias ou comunidades online de animais de estimação abrem portas para novas amizades. Dessa forma, os indivíduos recebem apoio emocional tanto de seus animais de estimação quanto do ambiente social que se forma ao seu redor.
Em conclusão, criar laços com animais pode reduzir a sensação de solidão, porque essa relação não é meramente de posse, mas uma solidariedade emocional mútua entre dois seres vivos. Os animais preenchem silenciosamente as lacunas emocionais do mundo moderno e ajudam a restaurar o equilíbrio interior. A terapia com animais, as relações com animais de estimação e o vínculo entre humanos e animais são apoiantes invisíveis, mas poderosos, do bem-estar psicológico.
No entanto, é importante lembrar que o amor pelos animais deve ser mantido em equilíbrio psicológico e não levado a extremos. A verdadeira cura está em ser capaz de formar laços saudáveis tanto com pessoas quanto com animais. Se deseja fortalecer o seu equilíbrio emocional, compreender-se melhor e aumentar a sua consciência psicológica, pode explorar os psicólogos experientes da Hiwell.
Bibliografia
- Martins, C. F., Soares, J. P., Cortinhas, A., Silva, L., Cardoso, L., Pires, M. A., & Mota, M. P. (2023). Pet’s influence on humans’ daily physical activity and mental health: a meta-analysis. Frontiers in public health, 11, 1196199.
- Marcus, D. A. (2013). The science behind animal-assisted therapy. Current pain and headache reports, 17(4), 322.
- Barker, S. B., Schubert, C. M., Barker, R. T., Kuo, S. I. C., Kendler, K. S., & Dick, D. M. (2020). The relationship between pet ownership, social support, and internalizing symptoms in students from the first to fourth year of college. Applied Developmental Science, 24(3), 279-293.
- Ogata, N., Weng, H. Y., & L. McV. Messam, L. (2023). Temporal patterns of owner-pet relationship, stress, and loneliness during the COVID-19 pandemic, and the effect of pet ownership on mental health: a longitudinal survey. PLoS One, 18(4), e0284101.
- Steklis, H. D., Steklis, N. G., Peñaherrera-Aguirre, M., & Figueredo, A. J. (2023). Human-animal interactions from an evolutionary perspective: Symbioses as extended ultrasociality. Human-Animal Interactions, 2(1).
- Reider, L. B., Kim, E., Mahaffey, E., & LoBue, V. (2023). The impact of household pets on children’s social–emotional development: a longitudinal investigation. Pediatric Research, 94(2), 372-381.
- Chen, H. H., & Yoon, S. (2023). Pet attachment and post-traumatic growth during the COVID-19 pandemic: the mediating role of meaning in life and moderating role of emotion regulation. International Journal of Environmental Research and Public Health, 20(2), 1047.
- Krause-Parello, C. A., & Morales, K. A. (2018). Human–animal interaction as a social determinant of health: descriptive findings from the health and retirement study. BMC Public Health, 18, 1-9.
- Kemp, K., Signal, T., Botros, H., Taylor, N., & Prentice, K. (2014). Equine facilitated therapy with children and adolescents who have been sexually abused: A program evaluation study. Journal of child and family studies, 23, 558-566.